GESTÃO DO ESCRITÓRIO CONTÁBIL

Como evitar problemas durante a implantação de um novo sistema

A implantação é a fase mais crítica na adoção de um novo sistema. Pequenos descuidos nessa etapa viram grandes problemas operacionais. Veja como garantir uma transição tranquila.

A escolha do sistema foi feita, o contrato foi assinado. Agora começa a fase mais crítica: e mais frequentemente subestimada: de toda a transição: a implantação. É durante a implantação que a maioria dos problemas que vão comprometer a operação nos meses seguintes se instalam. E a boa notícia é que a maioria deles pode ser evitada com planejamento e atenção a algumas etapas essenciais.

O que torna a implantação tão crítica

A implantação de um sistema contábil não é apenas uma instalação de software. É a configuração de todo o ambiente operacional do escritório: parametrização por regime tributário de cada cliente, configuração das integrações com órgãos externos (eSocial, SPED, portais da Receita Federal), migração de dados históricos, treinamento da equipe e definição dos novos fluxos de trabalho. Cada uma dessas etapas tem interdependências com as demais: um erro na configuração inicial pode gerar problemas que só aparecem semanas depois, quando a equipe já está operando em plena carga.

Os problemas mais comuns na implantação

Os problemas que mais aparecem durante implantações de sistemas contábeis são: parametrização inadequada das empresas clientes (regimes tributários configurados incorretamente, alíquotas desatualizadas, configurações de exceções fiscais não mapeadas), migração de dados incompleta ou com inconsistências que só são percebidas quando alguém tenta fazer uma consulta histórica, treinamento insuficiente da equipe: que acaba operando o sistema novo com os hábitos do sistema antigo, gerando erros que o novo sistema não teria se fosse usado corretamente: e ausência de um período de validação antes do go-live definitivo, pulando a etapa em que os dados migrados seriam conferidos e as configurações testadas com casos reais.

Como estruturar uma implantação bem-sucedida

  • Defina um responsável interno pela implantação: alguém da equipe que será o ponto de contato com o fornecedor, acompanhará cada etapa e validará os entregáveis antes de avançar
  • Exija um cronograma detalhado do fornecedor com datas, responsáveis e critérios de aceite para cada etapa
  • Reserve tempo na agenda da equipe para o treinamento: não delegue isso para "sobras" entre as entregas do dia a dia
  • Defina um período de validação de pelo menos duas semanas antes do go-live: nesse período, a equipe opera o sistema com dados reais mas ainda mantém acesso ao sistema antigo como referência
  • Documente os problemas encontrados durante a implantação e exija resolução antes de encerrar a fase de implantação formalmente

O período pós-implantação imediato

As primeiras quatro a seis semanas após o go-live são o período mais sensível de toda a transição. A equipe ainda está se adaptando, problemas de configuração que não apareceram nos testes surgem em situações reais, e a pressão do calendário fiscal não dá trégua. Nesse período, é fundamental ter um canal de suporte prioritário com o fornecedor, um responsável interno dedicado a monitorar a operação e uma política clara de como lidar com situações em que o sistema novo apresenta problemas: quem decide se usa o sistema antigo como contingência? Qual é o threshold para escalar para o fornecedor? Essas decisões precisam estar tomadas antes de o período começar, não no meio de uma crise.

Como a Glan Data pode ajudar

O processo de implantação da Glan Data inclui um gerente de projeto dedicado que acompanha cada etapa: da parametrização inicial ao go-live: com cronograma detalhado e critérios de aceite definidos antes do início. O treinamento é conduzido com casos reais da operação de cada escritório, e o suporte pós-implantação tem prioridade elevada nas primeiras seis semanas para garantir que a equipe tenha resposta rápida nos momentos de maior necessidade durante a adaptação.

Em resumo:

  • A implantação é onde a maioria dos problemas que vão comprometer a operação nos meses seguintes se instalam: e onde o planejamento adequado faz a maior diferença
  • Responsável interno, cronograma detalhado, treinamento com tempo adequado e período de validação antes do go-live são os elementos que mais determinam o sucesso da transição
  • As primeiras seis semanas após o go-live são o período mais crítico: ter suporte prioritário e plano de contingência documentado é indispensável para atravessar esse período sem impacto nas entregas aos clientes

Como a Glan Data pode ajudar

Esses princípios guiam o desenvolvimento dos sistemas Glan Data. A plataforma foi projetada para implantações estruturadas: migração assistida de dados, módulos que se integram gradualmente (Contábil, Fiscal, Folha, Administrativo) e suporte técnico com acompanhamento nas fases críticas da virada. O objetivo é que o escritório contábil não precise parar para trocar de sistema, e sim fazer a transição no ritmo que a operação permite.

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Perguntas frequentes

Por que a implantação de um novo sistema costuma fracassar mesmo quando o software é bom?

Na maioria dos casos, o problema não está no software em si, mas na falta de planejamento da transição. Equipes sem treinamento adequado, dados migrados sem validação e prazos irrealistas são as causas mais comuns. Um sistema pode ser tecnicamente excelente e ainda assim gerar caos se a implantação não seguir etapas estruturadas: mapeamento de processos, migração de dados testada em ambiente paralelo e suporte ativo nas primeiras semanas de uso real.

Quanto tempo leva a implantação de um sistema contábil e como evitar atrasos?

O prazo varia conforme o volume de dados históricos e a quantidade de módulos contratados, mas implantações de sistemas contábeis em escritórios costumam levar entre 30 e 90 dias para estabilizar. Para evitar atrasos, o principal fator é definir um responsável interno pela implantação, que centralize as decisões e mantenha o cronograma. Tentar fazer tudo ao mesmo tempo, sem priorizar os módulos críticos, é o erro mais comum que estende o processo além do necessário.

O que fazer se o sistema novo apresentar erros logo após a virada?

Primeiro, documente o erro com capturas de tela e o contexto exato em que ocorreu: isso acelera muito o diagnóstico pelo suporte. Se o problema bloquear uma obrigação com prazo, acione o fornecedor imediatamente pelo canal de suporte prioritário. Por isso é fundamental conhecer o SLA do fornecedor antes da virada: saber em quanto tempo ele responde a chamados críticos é tão importante quanto conhecer as funcionalidades do sistema.

É possível rodar o sistema antigo e o novo ao mesmo tempo durante a implantação?

Sim, e em muitos casos é recomendável. Manter operação paralela por pelo menos um ciclo de fechamento permite comparar resultados entre os dois sistemas e identificar divergências antes que causem problemas reais. O ponto de atenção é o esforço dobrado para a equipe nesse período. Por isso, o paralelo deve ser planejado como uma fase com data de encerramento definida, não como uma solução permanente por insegurança na virada.

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